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Terça-feira, 7 de Abril de 2020

As letras da palavra AMOR

 

 

Na sensação que precisamos, chega ao que guardamos,

nas dúvidas que anoitecem.

As letras que tropeçam na memória,

são o tempo que tocar o medo,

o sentido que se desvanece na idade como sensação.

São passos…

…na decisão que pertence…

…ao ser que gostar a vida toda…

…como sensação…

 

A necessidade de não perder, no medo de perder,

cultiva quanto é,

o que não oferece o amor,

ao amor que abandona o dia.

O que aprecia o papel que tenha,

o que não tinham as letras na mistura,

que serão o incêndio na paixão,

pelo tempo que fica no princípio, à porta que corresponda.

 

Quanto tempo vão demorar unidas?

As letras na regra do jogo, são laços na união,

que ganharam juntas o que serão,

para sempre

no seu abraço de perder o fôlego,

quando éramos eternos, nas letras que são a essência

ao desejo que seja o que distingue.

 

O amor de ser…

…a construir…

…as leras que a palavra tem…

O desafio da felicidade

que procura lembrar

o que não possam apagar,

são letras na palavra amor,

a chamar por ti, no desejo que sejam lidas, pelo teu coração que

ofereça, o livro que guarda

o que não abriu.

 

Serão letras que podíamos ter,

a folhear o dicionário,

de sermos o que é um fruto,

para continuar a liberdade,

no princípio como sentido.

 

O que é a sua identidade, pelo nome das próprias letras,

serão um sonho de voar,

ao silêncio que pergunta

o que querem ser.

 

São letras sem intervalos, no tempo que a vida é,

acreditando que tudo é possível,

o que não perceba o problema,

que viver o que acharem ser,

ao que não faltará o que deviam ter.

 

A palavra que consiga explicar de nós,

o que tenhamos que viver, é o sentimento presente

que tenha de ser

o que pode acontecer como presente,

a ilusão que enfeitiça, o que imagina como seja.

 

Serão letras que acordam em nós,

o despertar entre a realidade e o sonho, como se a vida fosse terna,

o que nascer em nós na palavra.

 

O que as letras acreditaram ser único,

na expressão que será o querer,

oferecem os afetos que haverá,

na projeção que reflete,

o que escrever a palavra amor,

que é mais do que uma palavra,

a esperar o dia que se torna,

o que parecem viver as letras,

no propósito que passa de nós,

a chave do que apanhámos no tempo.

 

António Ramalho

(Direitos de autor reservados)

publicado por antonioramalho às 12:55
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Segunda-feira, 6 de Abril de 2020

Onde começa e acaba o amor

 

Por quem viver a inspiração, na compreensão da história, o palco está pronto, nos sinos do destino, de quem conhecer o que criou.

 

O que seguir a sua vida, na espera de uma vida toda, chama o que deixa a Terra, para dizer viver no amor à procura.

 

Antes de nascer, o que enfrentaria.

Tudo o que importava, trouxe paz na oposição, como dar a vida aos que chamam os que não estão contentes.

 

Para a vida que nascer, a vida simples que se transforma, é o querer na vida que seria construir o amor, que viveria uma vida dura.

Ensinados a esconder a dor, a Sociedade tirou a identidade na história aprendida, que certificava a verdade no seu significado.

 

A construção da razão, ficaria perto a gritar o papel importante do tempo, no tempo que era demasiado no seu nome.

 

Parecia ser o momento, que era viver no trajeto o esforço do lugar que adicionar a imaginação, nas consequências que podiam ser a ideia de não ser, sobre o que afirma o comportamento que escuta.

A chamada que viver, aconteceu na noite.

 

Encontrou a graça em deus, no Filho que foi o anúncio.

A arte de ser o que nada é impossível.

 

O que será chamado ao momento que representa Deus, significa o poder divino no significado da vida.

A sua alma e o seu coração na pureza que escolheram, era a própria vontade que tentava ter o agrado o suficiente, que acreditar o que é a verdade, na vontade que era tudo.

 

Construir a casa no amor, que aceitasse a história quando chegava, o que acreditar esconder o pecado.

É uma força que acredita ser o amor.

 

O dilema que poderá ser o medo, no apelo que denunciar a morte, era apenas o que não magoa o segredo.

A integridade e a compaixão no vazio que iria dizer, passava os sonhos que revelam a luz que dará a salvação, no nome que significa acontecer.

 

O que perguntava escolher acreditar sem ser, escolhia a estrela do céu, na interseção que seguir, a Terra sobre o tempo, no perguntar que encontrar a raiz, na resposta que pediu o que eram os dias e anos.

Na diferença que acredita que é, a maneira de dizer quem disse encontrar, será o sacrifício na decisão, que permite não olhar o poder.

 

Era o que nascer para fazer.

Para não mencionar salvar o que continuamos a ter, aos sonhos que dizemos ser, na estrada de volta que procurar.

 

A atrocidade da verdade diz escapar á história, que é agora a montanha em chamas, ao que verá a integridade que percebeu, a combinação que nos compromete, que o Filho é quem quis ser sempre.

O seu dever é proteger, porque o seu coração sabe que é sempre o que amará.

O fogo começa a correr o que ia acontecer, que despertou quem adormeceu.

 

António Ramalho

(Direitos de autor reservados)

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Uma janela. Uma porta

 

Serei eu. Seremos nós.

Há castelos nas ruínas.

Há uma certa esperança. O que seria.

É a vida.

Desapareceu o que não encontramos.

Um dia serei…

Uma certa semelhança. A pedra escura nos ângulos de outra história.

O que pensar ter a memória

onde estará o infinito, na fotografia que pudesse dar vida.

 

A entrega de um dia mais,

que é um dia na nostalgia,

rega as plantas em casa, de quem saiba o amor de ser,

ao tempo que não podemos ter.

Subimos a montanha,

que estava no limite,

ao que formos o que eramos antes,

porque o recomeço chama,

o que estava a construir o vazio,

a espelhar o sentimento no medo,

de acabar a oportunidade que desperdiçámos,

na forma de demora por resolver

o que trouxe o presente à ilusão da realidade.

 

As ondas batem na praia

a antecipação do que precisamos,

sem o querer o amor de esconder,

onde está o que vivêssemos,

na mentira como fazer,

os lugares impossíveis na descoberta.

 

Está a abraçar-me a desculpa

na irrealidade que temos passado.

Talvez precisemos

de um momento por viver, quanto parece

um com o outro, no caminho do desejo,

o sonho na perspetiva do desafio.

É a resposta nas palavras que possamos compreender, a equação

no caminho

de um reality show que não imaginámos.

 

António Ramalho

(Direitos de autor reservados)

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Domingo, 5 de Abril de 2020

A cidade como esboço

 

Sem voz. Sem pessoas.

São esboços da paisagem.

Sem movimentos. Sem momentos.

São desenhos erráticos no mistério.

Onde estão todos agora?

A mensagem do olhar na direção das estrelas.

É silêncio. É dor. É ausência.

O que descobre o horizonte onde o sol se deita?

As sombras que se afastam. Estar aonde não sejam.

Que pode ser o que não pode ser.

A chama que chama por nós.

Por um sol que acontecer.

As portas fechadas. Os corações que existem por detrás.

O que não estou que não sinta.

Nos raios de sol que se apagam.

Faz-me perceber o que sinta falta. Na falta que é beber

o presente sem sol na vista da cidade.

A mudança que é ser o que não sabia que estava.

Segundo o que nascer que criámos, o brilho através da luz.

Ver o que alguém não tem, na razão que são passos no vazio.

A diferença à espera do regresso.

A beleza do tempo às portas de ter.

O que leva o vento na passagem.

O sol que está perto.

Através das luzes e das sombras, brilha o amanhecer,

no mistério da cidade quieta.

Onde está o dia que tivemos?

 

António Ramalho

(Direitos de autor reservados)

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Sábado, 4 de Abril de 2020

O que escondem nas lágrimas

 

 

O que levou a mão, ao amor que não escrevemos..

Por agradecer à janela.

O que podemos apagar?

- Não estás a contar a história toda.

- Esquece.

Tudo parecia a esperança. O que atravessava a brisa.

Todos os dias a perceber quem somos.

Estamos só de passagem.

Não entendia. A ostentação sobre o que é.

E tornámo-nos..egoístas.

O universo fez-nos sentir mal connosco próprios.

Só pensava que tinha….

- Conheço a sensação.

O que talvez fosse o caminho..

Não estava a pensar o que a vida é…

- Eu estava bem.

A certeza que temos.

- Pensei que podia passar.

..em busca de respostas.

- Não sei o que estamos a fazer.

- Não sei explicar como estamos.

- O que vou ser à porta da razão?

Não é como se julgássemos..

O que continuam os passos?

- Vão procurar-nos?

- Que estás a dizer?

É aqui que a viagem começa.

Como sendo o que sabemos…

..quem trouxer a chave…

De ter o querer que explica.

O fogo que conseguimos, segue o que precisamos.

De nós traçamos a questão do julgamento.

Avançar na escuridão.

Seremos chamados na fronteira.

Onde não há estradas.

Em encontrarmos o que é …

… a verdade.

- A paixão porque não?

- Pode mudar o que pensamos e vivemos.

Os sinais do nada…

…sabem o que imaginámos encontrar.

A direção de nós.

Onde não há estradas, o vislumbre…

…levou as lágrimas.

- O que perguntou o desejo no desafio?

Sentir o nada.

Ficou a olhar o tempo.

As escadas olharam o tempo…

…cruzando o destino da verdade…

..acariciando a busca…

O seu olhar descobriu as respostas…

…acrescentando o que deixou de ter.

- Foi um dia cheio de emoções.

- Sabes que mais? Não vou ficar aqui…

 

António Ramalho

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Sexta-feira, 3 de Abril de 2020

O que é azul na cor quente

 

 

O que imaginar pensar

a minha vida,

que acontecesse o que sabe um instante, tinha razão

ao que vestir a luz na escuridão,

no significado que tentarem dizer as palavras

que olham o amor que fica comigo,

a perguntar a razão às dúvidas do destino,

à porta que caminha

a encantar

o teu rosto em silêncio, na intenção

que imaginar a resposta, que pensou tornar-se as palavras na paixão

à chuva,

que era o próprio amor no desafio,

ao céu que é beijar os teus olhos

na beleza que te escolheu.

 

O que seria a diferença,

à dor que sabe desviar o olhar,

que nada tinha

o que seria entender o que disse aceitar,

o melhor amor é..

o que quero eu,

às palavras na resposta

na paixão que seria por ter,

o que imaginar nas nossas vidas,

a olhar as tuas palavras

que eram um azul

no teu sorriso que fica comigo, nos meus sonhos

que recebem de nós,

que o amor é real,

como alegria que fosse o desejo,

como uma janela na paixão,

que tinha esperado por ti.

 

O que seria atravessar o momento,

olhando a tua beleza

que escreveu em mim,

o azul que viveu

o que são as estrelas no momento,

diz sentir os teus sonhos em mim,

a escrever o que é dizer amar,

ao silêncio que decidiu escrever o que procurou

entre nós,

o olhar escondido que aceitar

que éramos nós,

à janela na paragem de um caminhar,

nas respostas que realçam a tua beleza, ao tempo que afasta

o que não temos,

que é a intenção que trouxe o amor,

ao que sentiu a minha mão na tua

a dançar ao vento,

o destino que entrou em jogo,

procurando a porta que chama por amor.

 

A história que lê o tempo,

ao amor como fogo que pareceu encontrar,

anunciando o dia que sentir

o que conheceu o amor,

que fica a olhar-te intensamente

no suspiro que abrir a porta,

ao momento como vontade a quem diz ser,

o que estava sob a luz,

na presença como tempo que despertou

os teus olhos que brilhavam de viver,

nas páginas que estão a tocar

quanto havia para amar,

olhar que foi o prazer

a decisão que é o que podemos ser,

naquele sorriso que chegou,

ao que percorreu o meu corpo

nos gestos que sempre disseram

que é o amor a dizer que encontrou a porta,

do que parecia espreitar o sonho,

o desejo de ter

a tua paragem que murmura o momento,

para atravessar a brisa que seguia

e saltar a estrada do destino,

porque o meu amor

envolvia o teu,

na estrada que aquela porta abriu.

 

António Ramalho

(Direitos de autor reservados)

publicado por antonioramalho às 15:17
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A vida, às vezes, dá-nos uma dor

 

 

O que não tenha palavras…

que é viver apenas…

….com esperança.

É assim…

…para aguentarmos o inverno.

que ainda está, de vez em quando

o que importa,

o que precisarmos de ficar à espera

que o tempo passe,

Eu ajudo-te!

Estava no caminho, o que procuramos

e o que devia estar..

É capaz de ser.

Os tempos estão a mudar.

Usufruamos,

..se queremos continuar.

Encontramo-nos…

..vou escolher….o que temos de ter

Olha só…estamos sós…

Não te queres juntar a nós? Dançar na rua…

Chama-se imaginação!

O toque que devia ser.

O que preciso…que não está a ser o que chega.

Devolver o que se diz, perdoando o que não compreendemos…

Por me preocupar contigo..

A viagem que tentar…

O abandono do conforto…

O amor diretamente…no mistério que temos.

O que atrai o teu olhar..

O sentido que….o que faz estremecer o desejo

O que esperamos? É agora!

Mas antes…Viver apenas…

É compreender o que temos de ser

O que não temos de fazer e o que temos de ser..

O instante que…A decisão que é verdade

…porque o bem-estar é importante.

O que não perceber o nada, que diz não querer o que diz agora….

Chamava a animação suspensa....Abre muitas portas na mente.

É diferente!

Não te preocupes comigo.

O que parece que não tenha…para entregar.

Os livros, a música, o amor…que mais pode um Homem desejar?

Parecia chamar o sonho…

..no tempo que reflete o que começa a ser.

Do cume vê-se tudo. Não queres subir?

O meu coração nunca estará longe.

Acreditando mais, porque existe uma razão para viver.

O que tenho sido…como estar, o que aprendi….

……que o amor é ilimitado..

Onde está o teu acampamento? De que raio andas a fugir?

Volta à estrada.

Vamos escalar.

Para não dizer que não foi..

Será de pensar…O que olha a certeza no querer…

A interrogação que disse não trazer o que não tenha..

O desafio no significado do olhar..

Mudar a forma como vemos as coisas...para compreendermos o significado.

E, quando se ama...

O que encontrei de te encontrar….

 

António Ramalho

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Quinta-feira, 2 de Abril de 2020

O amor que se turva

 

 

O amor que se turva

na realidade de um mundo

que diz sofrer,

traz a vontade que cortar a palavra,

à alma dispersa no tempo,

interrogando a aparência porque dizia

seguir o instante

que cintilava entre as estrelas,

pintando as ruas na escuridão,

como mensagem que procura a vida

nos erros que são os lugares a dizer quem somos,

que ouvir falar uma paixão,

na atração da sua existência, dizendo indicar

o que escreve essa atração

no tempo como desejo, que não podia ser

o que percorre o pensamento,

porque nada é

o que é a Terra,

na transformação do Homem.

 

António Ramalho

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Quarta-feira, 1 de Abril de 2020

Fecha os olhos!

 

 

- Fecha os olhos!

- Sim, já está!

- O que vês? O que sentes? Conta-me o que aconteceu?

- Terror. Pânico. Gente aflita. Silencio. Olhares perdidos.

A fazer a diferença, disse o que trazia o tempo.

- Posso já abrir os olhos?

- Não. Deixa sentir profundamente.

- A atenção da minha vida, que era o que pensava que não era. Percorro momentos.

Só agora dou valor ao que tinha. Apreciar as flores, o nascer do sol, o mar, as planícies, as montanhas, o pôs do sol. Saber olhar. Saber escutar. Saber cheirar. E até tocar. …

- Nunca dei valor à liberdade, e agora sei o que é não ter. Nunca dei valor à natureza, e agora sei o que é não parar de a procurar na imaginação. Não sabia apreciar as conversas das pessoas, e agora estou em silêncio.

A atitude que pensava nas palavras, ilustrava a canção do momento, na oportunidade que o Homem teve e que falhou.

No princípio da mensagem sentiu medo.

- É somente…

O desafio aonde estava o que falasse guardar para si mesmo, expressava-se agora no desejo de afirmar a intimidade, quando despertasse.

- Não olhes. Não vale.

- Talvez seja melhor não dizer.

A sinceridade do tempo não gostava do que levava a vida, chamando os contrastes, na sua vontade como resposta.

- O que eu iria ver…

Estava à espera.

- Vais precisar do sentimento de ser.

A chama da vida que forma o que tivesse a determinação, queria fazer o que dava a mão..

- O que achavas ser?

- Sinto que não queria estar só. Sempre escrevi o meu nome no fogo do amor.

- És como eu!

- Podes abrir os olhos!

Beijou-a suavemente.

- Foi tão intenso! Ainda bem que era só um pesadelo. Parecia que estava em março de 2020. Havia tantas doenças e uma dor profunda em todas as pessoas. E uma solidão imensa.

- Onde estou eu?

- É tão bom viver a vida! Desfrutarmos da vida e da natureza! É tão boa a liberdade! Eu quero um abraço apertado. Naquele pesadelo ninguém se abraçava, nem beijava.

Neste momento, agora, a luz não ilumina a escuridão.

Será apenas uma chama trémula.

Abraçaram-se largos minutos. A noção de proximidade na palavra amor .

Seria pesadelo ou realidade?

- Estou tão confusa. Preciso da assinatura do tempo.

 

António Ramalho

(Direitos de autor reservados)

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Viver

 

Viver é nascer.

Viver é…

Viver acontece.

É conseguimos ver, atravessando o tempo no lugar.

Viver é fácil. Viver é difícil.

Viver é dor. Viver é amor.

É o que refletem os nossos passos.

Viver é querer. Viver é ter. Viver até é, se for.

É o que não quisemos responder.

Viver é ser. Viver até é o que não sabemos ser. Viver acontece.

Viver é ter. Viver é quase tudo.

É o amor que precisamos sentir, acontecendo na espera que chegar.

As luzes da estrada surpreendem o pensamento.

Viver é ter a palavra nas palavras que a vida dá.

Viver não é o nada, porque o nada não deixa viver.

É o que podia não ter chegado, mas chegou. Mas real ou não, é viver.

Viver é procurarmos respostas e acreditarmos no espelho.

Porque não temos muito tempo. Porque a vida se escoa rapidamente.

Viver é uma busca.

Viver é escrever amor no céu e acreditar nos sonhos.

Está cheio de montanhas.

É descobrir a rota e não compreendermos porquê.

Viver é dar.

Viver é fazer a diferença, na diferença que as nossas ações são.

Por alguma razão, viver é responder às interrogações.

Viver é atitude.

Viver até é rotina. Viver é surpreender.

É ver o que não vimos…

na descoberta que revelar o que era.

Viver é falar, gostar e ver para lá da linha do horizonte.

Viver é sentir mais, quando não aprendemos.

Quando nós chegamos, o que temos é o que não continuarmos.

É o que ninguém disse, descobrir a ligação que nos envolve.

Viver é descobrir as oportunidades e respeitar os valores que sabemos dizer ser.

Viver é o que somos na luz que conhecer o bem, como projeção do desejo.

É estar um passo adiante, na determinação e no conhecimento.

São pegadas na estrada.

Viver é ter energia, no tempo que era a imaginação.

Viver é o desejo na compreensão, é lembrar aos rios o tempo que corre na vida que reflete.

Ver como seríamos capazes.

Viver é amar, ser a tentação e o desejo que tem o querer na verdade.

É o puzzle que não seremos capazes de resolver.

O condutor que nos levou, quando levou…

Viver é agradecer cada momento no coração em ação, que somos a mensagem na diferença.

Viver é fogo. Viver é o caminho, sentir o desafio que fica no silêncio.

Devíamos ter o tempo que não temos.

Para quem quiser encontrar.

Viver é lembrar, é sentir as emoções e encontrar uma razão em nós.

Viver é encontrar o significado em si mesmo, na espera da vontade.

É conquistar o nosso rumo na paixão que sentimos.

A natureza envolvente.

Viver é levar o que a vida nos oferece.

Viver é tão bom.

É a verdade mais cedo.

O céu que parece aproximar-se na manifestação do espaço.

Viver é viajar muito e não passarmos os dias na nostalgia.

Viver é desejar saber.

Com a experiência, começa-se…para dizer não ser.

É o nome que se tornou.

Viver é guardar o que esquecemos, nas lágrimas da fantasia.

É sugerir o endereço do interior, continuar a ser o que acontece.

Os mitos não substituem.

Viver é deixar pegadas dos nossos passos.

Viver é sentir a paixão.

É a resposta que queremos no tempo de ser.

Viver é querer continuar a crescer.

Viver é escutar os sonhos, no destino que é ter a distância, perto do que somos nós.

É deixar adivinhar o tempo, na manhã que parece acordar.

Há uma arte.

Viver é encontrarmos o que nos pertence.

Viver é chegar ao fim do caminho, olharmos para trás e sorrirmos…porque a luz nos disse o sentido do lugar que foi nosso.

Viver não é morrer.

 

António Ramalho

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