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Quarta-feira, 14 de Fevereiro de 2018

O que és tu

O que és tu,

por ser,

nos momentos

que sejam

o estar na luz,

que quer

a vida,

nas portas do silêncio,

sobre o corpo

que desperta

o que se sabe em nós,

como ficção

que poderia ter

a realidade,

na vida que chama,

o que deveria haver.

A razão que disse

ganhar a vida,

no gesto que escreve

o que percebi,

no papel colado

ao momento,

que acredita a noite,

no silêncio

sem sono,

esteve

no modo que existia

ao que se perde à janela

do que somos.

Em si própria,

a distância,

parece

o que podemos ver,

que é a diferença,

nas palavras

que ninguém murmura,

na emoção

onde a consciência

facilita

a vida de ninguém,

dizendo no amor

o que chama de nós.

O que vem na razão,

que sabe saber

a alegria

para ser,

de quem

pensa fazer

os gestos que escrevem

sem ter,

o que é,

na verdade que seja

seguir

a existência do sol,

que surge como luz

sobre a esperança,

que pertence ao desconhecido.

publicado por antonioramalho às 08:37
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