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Domingo, 5 de Abril de 2020

A cidade como esboço

 

Sem voz. Sem pessoas.

São esboços da paisagem.

Sem movimentos. Sem momentos.

São desenhos erráticos no mistério.

Onde estão todos agora?

A mensagem do olhar na direção das estrelas.

É silêncio. É dor. É ausência.

O que descobre o horizonte onde o sol se deita?

As sombras que se afastam. Estar aonde não sejam.

Que pode ser o que não pode ser.

A chama que chama por nós.

Por um sol que acontecer.

As portas fechadas. Os corações que existem por detrás.

O que não estou que não sinta.

Nos raios de sol que se apagam.

Faz-me perceber o que sinta falta. Na falta que é beber

o presente sem sol na vista da cidade.

A mudança que é ser o que não sabia que estava.

Segundo o que nascer que criámos, o brilho através da luz.

Ver o que alguém não tem, na razão que são passos no vazio.

A diferença à espera do regresso.

A beleza do tempo às portas de ter.

O que leva o vento na passagem.

O sol que está perto.

Através das luzes e das sombras, brilha o amanhecer,

no mistério da cidade quieta.

Onde está o dia que tivemos?

 

António Ramalho

(Direitos de autor reservados)

publicado por antonioramalho às 10:07
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Sábado, 4 de Abril de 2020

O que escondem nas lágrimas

 

 

O que levou a mão, ao amor que não escrevemos..

Por agradecer à janela.

O que podemos apagar?

- Não estás a contar a história toda.

- Esquece.

Tudo parecia a esperança. O que atravessava a brisa.

Todos os dias a perceber quem somos.

Estamos só de passagem.

Não entendia. A ostentação sobre o que é.

E tornámo-nos..egoístas.

O universo fez-nos sentir mal connosco próprios.

Só pensava que tinha….

- Conheço a sensação.

O que talvez fosse o caminho..

Não estava a pensar o que a vida é…

- Eu estava bem.

A certeza que temos.

- Pensei que podia passar.

..em busca de respostas.

- Não sei o que estamos a fazer.

- Não sei explicar como estamos.

- O que vou ser à porta da razão?

Não é como se julgássemos..

O que continuam os passos?

- Vão procurar-nos?

- Que estás a dizer?

É aqui que a viagem começa.

Como sendo o que sabemos…

..quem trouxer a chave…

De ter o querer que explica.

O fogo que conseguimos, segue o que precisamos.

De nós traçamos a questão do julgamento.

Avançar na escuridão.

Seremos chamados na fronteira.

Onde não há estradas.

Em encontrarmos o que é …

… a verdade.

- A paixão porque não?

- Pode mudar o que pensamos e vivemos.

Os sinais do nada…

…sabem o que imaginámos encontrar.

A direção de nós.

Onde não há estradas, o vislumbre…

…levou as lágrimas.

- O que perguntou o desejo no desafio?

Sentir o nada.

Ficou a olhar o tempo.

As escadas olharam o tempo…

…cruzando o destino da verdade…

..acariciando a busca…

O seu olhar descobriu as respostas…

…acrescentando o que deixou de ter.

- Foi um dia cheio de emoções.

- Sabes que mais? Não vou ficar aqui…

 

António Ramalho

(Direitos de autor reservados)

publicado por antonioramalho às 08:26
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Não acreditar na palavra

 

 

A palavra como pilar da chamada, segundo a resposta que deixa pensar…

O que é real..

A presença da própria verdade..

Porque é o que tivesse a profundeza,

como é a voz passando o que acreditamos que não exista…

O lugar que deixa dizer a aproximação do vazio..

Quem sou eu? Onde estou? O que faço aqui?

Os seus olhos sentiram a escuridão..

Não conseguia descobrir quem..

Onde temos o coração..

A mesma paisagem.

Quero ser o que conseguir..

O túnel era o suficiente para mostrar

Um enigma de vários desejos.

De outro sonho através do sol..

A forma de começar o dia..

Não compreender o que não quer acreditar..

Teria escolhido o lugar que é uma habitação..

Recordara a brisa nas montanhas.

Ninguém viveria no nada..

Alguém em busca..

Era uma projeção a quem pensar as palavras

…para ser sem limites…

Aquele lugar interrompia os pensamentos.

É difícil viver assim..

…o que dizia ser..

..não saber para onde iam.

A suposição que dizia ser..

..o que conseguia o tempo…

Tenho de acreditar..

A lógica dos braços cruzados..era a projeção do que não é..

Para além daquele lugar..

Pó à terra..

Ver o que é verdadeiro..

As muralhas que não conseguem ver..

A dificuldade em compreender

Como afirma o que é apenas reconstruir a sua casa.

A devastação foi diminuindo até parar..

Uma vida de não amor…

…deixando chorar nos seus braços.

A luz que deixava ver a forma..

…no seu abraço que não é verdade.

Estão a acordar…

…a maioria das vezes quando o sol já nasceu há muito..

O choro que não podia evitar..

..era uma mancha que não passava de uma desilusão.

Encontramos o que se tinha tornado..

..no tempo que a dor pode lembrar novamente.

A verdade é o que chama.

Evoca profundidade e emoções.

Como se fosse uma luz..

Os feixes de luz pareciam acontecer

Deus não tinha mais lágrimas…

…ao ver os seres humanos em que nos tornámos..

 

António Ramalho

(Direitos de autor reservados)

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Sexta-feira, 3 de Abril de 2020

O que é azul na cor quente

 

 

O que imaginar pensar

a minha vida,

que acontecesse o que sabe um instante, tinha razão

ao que vestir a luz na escuridão,

no significado que tentarem dizer as palavras

que olham o amor que fica comigo,

a perguntar a razão às dúvidas do destino,

à porta que caminha

a encantar

o teu rosto em silêncio, na intenção

que imaginar a resposta, que pensou tornar-se as palavras na paixão

à chuva,

que era o próprio amor no desafio,

ao céu que é beijar os teus olhos

na beleza que te escolheu.

 

O que seria a diferença,

à dor que sabe desviar o olhar,

que nada tinha

o que seria entender o que disse aceitar,

o melhor amor é..

o que quero eu,

às palavras na resposta

na paixão que seria por ter,

o que imaginar nas nossas vidas,

a olhar as tuas palavras

que eram um azul

no teu sorriso que fica comigo, nos meus sonhos

que recebem de nós,

que o amor é real,

como alegria que fosse o desejo,

como uma janela na paixão,

que tinha esperado por ti.

 

O que seria atravessar o momento,

olhando a tua beleza

que escreveu em mim,

o azul que viveu

o que são as estrelas no momento,

diz sentir os teus sonhos em mim,

a escrever o que é dizer amar,

ao silêncio que decidiu escrever o que procurou

entre nós,

o olhar escondido que aceitar

que éramos nós,

à janela na paragem de um caminhar,

nas respostas que realçam a tua beleza, ao tempo que afasta

o que não temos,

que é a intenção que trouxe o amor,

ao que sentiu a minha mão na tua

a dançar ao vento,

o destino que entrou em jogo,

procurando a porta que chama por amor.

 

A história que lê o tempo,

ao amor como fogo que pareceu encontrar,

anunciando o dia que sentir

o que conheceu o amor,

que fica a olhar-te intensamente

no suspiro que abrir a porta,

ao momento como vontade a quem diz ser,

o que estava sob a luz,

na presença como tempo que despertou

os teus olhos que brilhavam de viver,

nas páginas que estão a tocar

quanto havia para amar,

olhar que foi o prazer

a decisão que é o que podemos ser,

naquele sorriso que chegou,

ao que percorreu o meu corpo

nos gestos que sempre disseram

que é o amor a dizer que encontrou a porta,

do que parecia espreitar o sonho,

o desejo de ter

a tua paragem que murmura o momento,

para atravessar a brisa que seguia

e saltar a estrada do destino,

porque o meu amor

envolvia o teu,

na estrada que aquela porta abriu.

 

António Ramalho

(Direitos de autor reservados)

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A vida, às vezes, dá-nos uma dor

 

 

O que não tenha palavras…

que é viver apenas…

….com esperança.

É assim…

…para aguentarmos o inverno.

que ainda está, de vez em quando

o que importa,

o que precisarmos de ficar à espera

que o tempo passe,

Eu ajudo-te!

Estava no caminho, o que procuramos

e o que devia estar..

É capaz de ser.

Os tempos estão a mudar.

Usufruamos,

..se queremos continuar.

Encontramo-nos…

..vou escolher….o que temos de ter

Olha só…estamos sós…

Não te queres juntar a nós? Dançar na rua…

Chama-se imaginação!

O toque que devia ser.

O que preciso…que não está a ser o que chega.

Devolver o que se diz, perdoando o que não compreendemos…

Por me preocupar contigo..

A viagem que tentar…

O abandono do conforto…

O amor diretamente…no mistério que temos.

O que atrai o teu olhar..

O sentido que….o que faz estremecer o desejo

O que esperamos? É agora!

Mas antes…Viver apenas…

É compreender o que temos de ser

O que não temos de fazer e o que temos de ser..

O instante que…A decisão que é verdade

…porque o bem-estar é importante.

O que não perceber o nada, que diz não querer o que diz agora….

Chamava a animação suspensa....Abre muitas portas na mente.

É diferente!

Não te preocupes comigo.

O que parece que não tenha…para entregar.

Os livros, a música, o amor…que mais pode um Homem desejar?

Parecia chamar o sonho…

..no tempo que reflete o que começa a ser.

Do cume vê-se tudo. Não queres subir?

O meu coração nunca estará longe.

Acreditando mais, porque existe uma razão para viver.

O que tenho sido…como estar, o que aprendi….

……que o amor é ilimitado..

Onde está o teu acampamento? De que raio andas a fugir?

Volta à estrada.

Vamos escalar.

Para não dizer que não foi..

Será de pensar…O que olha a certeza no querer…

A interrogação que disse não trazer o que não tenha..

O desafio no significado do olhar..

Mudar a forma como vemos as coisas...para compreendermos o significado.

E, quando se ama...

O que encontrei de te encontrar….

 

António Ramalho

(Direitos de autor reservados)

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Quinta-feira, 2 de Abril de 2020

O amor que se turva

 

 

O amor que se turva

na realidade de um mundo

que diz sofrer,

traz a vontade que cortar a palavra,

à alma dispersa no tempo,

interrogando a aparência porque dizia

seguir o instante

que cintilava entre as estrelas,

pintando as ruas na escuridão,

como mensagem que procura a vida

nos erros que são os lugares a dizer quem somos,

que ouvir falar uma paixão,

na atração da sua existência, dizendo indicar

o que escreve essa atração

no tempo como desejo, que não podia ser

o que percorre o pensamento,

porque nada é

o que é a Terra,

na transformação do Homem.

 

António Ramalho

(Direitos de autor reservados)

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Quarta-feira, 1 de Abril de 2020

Fecha os olhos!

 

 

- Fecha os olhos!

- Sim, já está!

- O que vês? O que sentes? Conta-me o que aconteceu?

- Terror. Pânico. Gente aflita. Silencio. Olhares perdidos.

A fazer a diferença, disse o que trazia o tempo.

- Posso já abrir os olhos?

- Não. Deixa sentir profundamente.

- A atenção da minha vida, que era o que pensava que não era. Percorro momentos.

Só agora dou valor ao que tinha. Apreciar as flores, o nascer do sol, o mar, as planícies, as montanhas, o pôs do sol. Saber olhar. Saber escutar. Saber cheirar. E até tocar. …

- Nunca dei valor à liberdade, e agora sei o que é não ter. Nunca dei valor à natureza, e agora sei o que é não parar de a procurar na imaginação. Não sabia apreciar as conversas das pessoas, e agora estou em silêncio.

A atitude que pensava nas palavras, ilustrava a canção do momento, na oportunidade que o Homem teve e que falhou.

No princípio da mensagem sentiu medo.

- É somente…

O desafio aonde estava o que falasse guardar para si mesmo, expressava-se agora no desejo de afirmar a intimidade, quando despertasse.

- Não olhes. Não vale.

- Talvez seja melhor não dizer.

A sinceridade do tempo não gostava do que levava a vida, chamando os contrastes, na sua vontade como resposta.

- O que eu iria ver…

Estava à espera.

- Vais precisar do sentimento de ser.

A chama da vida que forma o que tivesse a determinação, queria fazer o que dava a mão..

- O que achavas ser?

- Sinto que não queria estar só. Sempre escrevi o meu nome no fogo do amor.

- És como eu!

- Podes abrir os olhos!

Beijou-a suavemente.

- Foi tão intenso! Ainda bem que era só um pesadelo. Parecia que estava em março de 2020. Havia tantas doenças e uma dor profunda em todas as pessoas. E uma solidão imensa.

- Onde estou eu?

- É tão bom viver a vida! Desfrutarmos da vida e da natureza! É tão boa a liberdade! Eu quero um abraço apertado. Naquele pesadelo ninguém se abraçava, nem beijava.

Neste momento, agora, a luz não ilumina a escuridão.

Será apenas uma chama trémula.

Abraçaram-se largos minutos. A noção de proximidade na palavra amor .

Seria pesadelo ou realidade?

- Estou tão confusa. Preciso da assinatura do tempo.

 

António Ramalho

(Direitos de autor reservados)

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Viver

 

Viver é nascer.

Viver é…

Viver acontece.

É conseguimos ver, atravessando o tempo no lugar.

Viver é fácil. Viver é difícil.

Viver é dor. Viver é amor.

É o que refletem os nossos passos.

Viver é querer. Viver é ter. Viver até é, se for.

É o que não quisemos responder.

Viver é ser. Viver até é o que não sabemos ser. Viver acontece.

Viver é ter. Viver é quase tudo.

É o amor que precisamos sentir, acontecendo na espera que chegar.

As luzes da estrada surpreendem o pensamento.

Viver é ter a palavra nas palavras que a vida dá.

Viver não é o nada, porque o nada não deixa viver.

É o que podia não ter chegado, mas chegou. Mas real ou não, é viver.

Viver é procurarmos respostas e acreditarmos no espelho.

Porque não temos muito tempo. Porque a vida se escoa rapidamente.

Viver é uma busca.

Viver é escrever amor no céu e acreditar nos sonhos.

Está cheio de montanhas.

É descobrir a rota e não compreendermos porquê.

Viver é dar.

Viver é fazer a diferença, na diferença que as nossas ações são.

Por alguma razão, viver é responder às interrogações.

Viver é atitude.

Viver até é rotina. Viver é surpreender.

É ver o que não vimos…

na descoberta que revelar o que era.

Viver é falar, gostar e ver para lá da linha do horizonte.

Viver é sentir mais, quando não aprendemos.

Quando nós chegamos, o que temos é o que não continuarmos.

É o que ninguém disse, descobrir a ligação que nos envolve.

Viver é descobrir as oportunidades e respeitar os valores que sabemos dizer ser.

Viver é o que somos na luz que conhecer o bem, como projeção do desejo.

É estar um passo adiante, na determinação e no conhecimento.

São pegadas na estrada.

Viver é ter energia, no tempo que era a imaginação.

Viver é o desejo na compreensão, é lembrar aos rios o tempo que corre na vida que reflete.

Ver como seríamos capazes.

Viver é amar, ser a tentação e o desejo que tem o querer na verdade.

É o puzzle que não seremos capazes de resolver.

O condutor que nos levou, quando levou…

Viver é agradecer cada momento no coração em ação, que somos a mensagem na diferença.

Viver é fogo. Viver é o caminho, sentir o desafio que fica no silêncio.

Devíamos ter o tempo que não temos.

Para quem quiser encontrar.

Viver é lembrar, é sentir as emoções e encontrar uma razão em nós.

Viver é encontrar o significado em si mesmo, na espera da vontade.

É conquistar o nosso rumo na paixão que sentimos.

A natureza envolvente.

Viver é levar o que a vida nos oferece.

Viver é tão bom.

É a verdade mais cedo.

O céu que parece aproximar-se na manifestação do espaço.

Viver é viajar muito e não passarmos os dias na nostalgia.

Viver é desejar saber.

Com a experiência, começa-se…para dizer não ser.

É o nome que se tornou.

Viver é guardar o que esquecemos, nas lágrimas da fantasia.

É sugerir o endereço do interior, continuar a ser o que acontece.

Os mitos não substituem.

Viver é deixar pegadas dos nossos passos.

Viver é sentir a paixão.

É a resposta que queremos no tempo de ser.

Viver é querer continuar a crescer.

Viver é escutar os sonhos, no destino que é ter a distância, perto do que somos nós.

É deixar adivinhar o tempo, na manhã que parece acordar.

Há uma arte.

Viver é encontrarmos o que nos pertence.

Viver é chegar ao fim do caminho, olharmos para trás e sorrirmos…porque a luz nos disse o sentido do lugar que foi nosso.

Viver não é morrer.

 

António Ramalho

(Direitos de autor reservados)

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Reescrever a palavra Amor

 

 

Numa data que viverá no porquê, o tempo que tem nos sinais da procura.

Sentir a emoção escondida na certeza.

O amor é uma palavra bonita e poderosa. É um sinal nas emoções presas na escuridão.

Como o que acontecera, a saber mais no significado da verdade que chegara.

As pessoas não estavam unidas. Seguiam uma linha que disse levar o dia que sofria.

O amor não queria aparecer.

O que podia fazer?

Aliviar a tensão que sentia, no tempo entre tudo, na vida que era uma fonte.

Tentar conseguir um alívio.

Também era um Homem. O que poderia ter feito?

Sabemos que era o que pintar a noite que era difícil dizer, que parecia haver quanto conseguia sentir.

Nunca saberemos até a dor acabar, enquanto está.

A mensagem do amor num momento grave da história, não sabendo o que enfrentando.

O amor era diferente na mensagem que estabeleceu, chamando o Homem para entrar em ação.

Não podemos escapar ao coração em ação, o que aproximava a palavra que continuou, devido ao fogo da vida, que o amor retratou na imagem que parecia perdida.

Naquele momento, a dor manteve a união. Se é que dá para acreditar!

Correndo contra o tempo agreste, o amor anunciou o amanhã que voltará. O coronavírus apareceu de repente, e de repente se irá.

Ou ficar sem amor?

No tempo que sabe a resposta, descobrimos que foi o que ficou sempre a arder.

O amor continuava pelo fogo.

O amor queria ser o que achava ser.

Queria saber se tinha o direito de recomeçar, chamando a indiferença.

O amor foi quem transformou a diferença.

Todos sabemos os limites que não tem.

O Homem foi apanhado desprevenido, que era o que costumava fazer.

A palavra amor dizia que era importante. Como sempre, tinha razão!

O amor não tinha tido respostas na mensagem.

Agora era um estado de descrença e desespero. Como podia o Homem ter feito isto?

O amor deve ter sido inspirado na verdade.

O Homem está preocupado. recebe a mensagem do amor, mas não lhe liga de volta.

Aproveitou para dizer, precisamos de mais?

O amor deve dizer mais, ouvir mais, sentir mais….

A justificação suficiente chegava com a dor, na espera que contava o que dizer.

O que aconteceu diz que há bastantes danos. O Homem entra em pânico e choque.

Como pode isto ter acontecido? Ninguém soube responder, nem tentou compreender.

O amor diz que gostaria de falar! Foi a voz que se tornou.

O amor começou a falar, e falou…

Enviou uma mensagem de serenidade, de compreensão e esperança.

O Homem tornou-se o que estava pronto a ser.

O Homem estava num túnel, do qual não via o fim.

A mensagem urgente! O amor está ansioso por voltar a aparecer!

O amor vestia a diferença, escrevendo a força no propósito, para ficar firme ao encontrar a escuridão.

O amor sabia que ia entrar na escuridão e o que significava. Sabia que ia ser difícil.

Mas precisava de caminhar.

O momento seria o desafio, que diria ser a mensagem de caminhar pela energia, na determinação de ser acreditar.

O mundo fica em silêncio.

Iria chegar a uma vitória, assente nos princípios em que acreditava.

Aquele era o momento de rescrever o amor!

O amor assinava a resolução entre o passado e o futuro, no papel que ninguém questionou como ação.

Após a confusão e o caos, o amor demonstrara ter sido a determinação e a força para viver.

Nada seria capaz de substituir o amor.

O amor sabe o que procurávamos e sabe quem procura.

Só o amor conseguiu dar o significado à vida, no túnel da morte.

 

António Ramalho

(Direitos de autor reservados)

 

publicado por antonioramalho às 09:51
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