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Domingo, 21 de Abril de 2019

No silêncio do olhar

A pátria do tempo

porque está a passar,

o que disseram aquelas palavras,

no silêncio da vida

que é a pátria da tristeza,

sobre a fonte do vazio,

que fica entre o infinito,

e o caminho dos sonhos,

começo a desenhar

no esforço

que parece estar

na perfeição do teu corpo,

na espera

sob as sombras da montanha

ao que acende o sol

o amanhecer,

na nudez que percorre

o que desfaz o vento,

que sabe que pode acontecer

apenas na verdade do amor,

no tempo

que sempre fez

o que ficou à espera,

porque o amanhã partirá

em ti,

no vento sôfrego

de emoção

onde as aves nunca falham

em encontrar

a volta

que espera à sombra do calor,

a respiração nua

sobre os campos,

que alinham o sol num outro dia,

na chamada do olhar

que queria saber como estás,

pelo rosto

que faço no papel,

para te ver,

na silhueta

de uma escultura

nas minhas mãos,

a flutuar nua no papel

que esquece o céu no caminho,

onde o amor

se abre aos olhos adormecidos

sob os seus passos,

dia e noite,

erguendo as palavras

em cada página,

para te ver,

na distância que nasce

na minha imaginação.

publicado por antonioramalho às 11:15
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Sábado, 20 de Abril de 2019

O amor que vemos

Mais do que imagina

a sombra,

e a alma que aproveita o tempo,

encontramos a cortina que vive

na voz

a guardar o segredo no quotidiano,

na vida interior, que pode ser

o que é demasiado,

que parecia de nós, algo na cor

que vestimos,

o que respondemos a cantar,

o que aprendemos

na verdade, e que cremos, que ensinam as lágrimas,

para saber viver

no caminho,

como vemos o que há

na liberdade, que tiver

o que seria a força,

porque faz o prazer que terá a dificuldade,

a querer a felicidade,

que tentar de novo

a verdade, por receber

a necessidade que não perde tempo,

a seguir quem canta,

no encontro que significa

o oceano no tempo,

como aurora a entender

o que desconhece o destino,

no amor que é

o que pensamos,

verdadeiramente,

para trazer

a manhã que seja florescer

a parecer ver

a consciência,

na vida que nos ensina a ser

nós mesmos

no espírito que amadurecer

o que também é estar na paixão,

na tua palavra

na ideia que deve dar,

conhecer

o que compreender,

para saber que existe

um caminho

que necessita de pouca palavras,

nas ideias para saber

o que dirige

os pensamentos,

no sonho que queremos viver.

publicado por antonioramalho às 18:07
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Quinta-feira, 18 de Abril de 2019

Por ti sonhei

Na transparência do azul

encontrei um dia,

a tocar o horizonte,

que sonhava ser a noite, mas não queria a cor escura.

 

Sonho que sonho,

o que não sonho, que será

o que não é,

porque sonhar demasiado a realidade,

que não viva,

realmente,

porque vai continuar,

o que será sonhar,

o que quero ser, por não ter,

o que sonha sem parar.

 

A chuva que cai,

no olhar de um dia,

contempla o sol a brilhar,

na noite sem estrelas,

sem ser a noite no dia,

que quer sonhar.

 

São gotas de lágrimas, que escorrem das nuvens,

no sonho que quer ser o amor, que se nega

na conquista,

que é o passar do tempo

que continua sem passar,

na cortina que acenava,

à silhueta ao luar.

 

O disfarce de um voo

na imaginação,

sem igual,

no querer

que não quer,

na busca que tem de viver,

o esconder-se na escuridão

que encanta

o que não tem à janela,

no escuro

que não pode ver

a saída

que tivessem as perguntas,

no amanhã que liberta a saudades

que transformam

o tempo que passa.

 

O que nada mudou,

nas flores que haverá no amor,

na mulher que tivesse

o corpo que é

como o tempo

na chegada de um lugar,

que pensar ter,

o silêncio,

na distância entre nós,

a procura o mar que enfeitiça

a linha do horizonte,

no respirar que é o tempo no fogo da luz,

que se esvai no que não temos,

o nada que fazer.

 

É o vazio

que voltou, ao que tem

o sentir de ti,

como viver

o que saberá a primavera,

que faria sorrir as flores,

no perfume na noite,

no desejo de um beijo

a procurar os teus lábios,

nos cabelos no deserto,

a esvoaçar ao vento,

como um abraço,

que não deixa de olhar,

o vestido do instante

na acontecerá na cor do nada,

sem ti.

 

O que tenha

o que não tenha,

sonhar no meu grito de solidão,

toca à porta que há

no azul, que nunca quis o escuro,

onde os espinhos não veem o amanhã,

a querer dizer

que a neve não brilha sem ti,

no amanhecer

como se faz o infinito,

no anoitecer que amarra a verdade no desejo.

 

O que tem o caminho,

nas montanhas a abrir o céu,

como um passo na eternidade,

é a mulher

que é a vontade de sonhar,

nas saudades de ter

o amor,

que é o ser

que será ecoar,

o que sonho em ti.

publicado por antonioramalho às 16:58
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Sábado, 13 de Abril de 2019

A brisa e o vento

No tempo que é

o mesmo,

lado a lado, de mão dada,

o eu encontrou o tu,

por estar no seu sorriso,

que aproximou

o que traz o acreditar,

que visse o que dizia,

a passear,

o que eram na diferença,

que eram a cor na imaginação, a entender as suas ações,

no entusiasmo de uma carta de amor,

que podia ser amar,

na expressão que soubesse o que possa esperar,

que seja a beleza no olhar,

a considerar a opção

no regresso na atitude,

que seja conhecer o amor

ao momento que consegue dizer tudo,

um com o outro,

não dizendo nada,

que tem o silêncio no caminho do coração,

na certeza que estivesse junto,

a saber o que sentiam

nas respostas que não tinham,

mas que tinham de atravessar,

como viagem que é a razão,

nas emoções

porque sintam o que se tornaram,

por destino,

a anunciar o que poderá ser

o amor verdadeiro,

como sendo um amor impossível,

que entrou de madrugada

na forma de uma história

como mistério,

como realidade incontornável

que se aperta nos obstáculos,

na reflexão sem tempo para viver,

que partilha o interior,

no caminho que chegou,

ao amor que é a sua alma,

nas palavras

que definem o objetivo de viver,

no desejo que é eternamente deles,

no coração que não duvida,

o que esteja na coragem,

que possa caminhar errante,

ao acordar nos seus pensamentos, que chamou o presente

a quem não se esconder a noite, que assinou o resultado,

na inspiração que seja o seu rosto,

no destino que se tornou

o mesmo tempo,

que veem e falam, e beijam,

a correr a distância

que tem de ser o mesmo tempo na relação,

que imprime o acordar, na canção que espera realizar

o sonho da felicidade

e a perguntar:

- Quando a brisa encontra o vento, será o momento? Será o amor?

publicado por antonioramalho às 15:00
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Segunda-feira, 8 de Abril de 2019

A luz não é só uma luz

Abrir a porta ao que precisamos de saber, à história por …

- Tenta outra vez!

Abrir a porta ao infinito, na hipótese que sabe o nome do impossível, que tenha de ir na expressão das ações, olha para nós no recanto da compreensão, nas perguntas sem respostas.

O que é verdade, na missão que temos, não temo que foi capaz de dizer, para responder ao que precisamos de responder.

O presente, que dá sempre a cara, chama o que se passa, que não venha na luz, na certeza do Eu..

Cuidar do que é, o que devemos conhecer, no esforço que será recompensado, olha o espelho na assinatura de alguém que sabe a mudança que queremos.

Lembrar as palavras pintadas no quere ser a mudança, combina a oportunidade que tenhamos, que dissemos querer mudar, na coragem para não receber em troca, o que não admiramos na contradição do desejo, que faça o que é melhor, como pensa fazer.

- Mas eu..

Mais do que possamos imaginar a luz está lá, no parecer uma razão, na confiança que se baseia em ficar, para percebermos o seu significado.

À procura do que estamos, o tempo não consegue ser o que nos pertence, no desejo porque quer passar, ao que consideramos olhar o que não temos.

O que possui o amor, na medida das lágrimas que tivermos, não rejeita o sorriso na contemplação, por razões que busca o momento, no beijo das flores que fizeram ser um pássaro, continuar nos raios de sol, como consciência da porta por abrir.

- É o amanhecer!

publicado por antonioramalho às 14:46
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Sábado, 6 de Abril de 2019

Vestir a vida

Se a vida fosse o que tinha o se calhar, não semeávamos o que acrescentar, de vestir o nosso corpo, porque não chega à extensão do que alimenta a vida, ao não quer ir ao que vai, no amanhã a seguir.

Porque vestimos uns pensamentos e não outros?

O que esperamos resolver o que descobrir, a descrever outro sentido na confiança que pensar em si próprio, fazemos o aqui, nas malas que deixamos à porta.

Porque vestimos a vida que não queremos?

O que adormeceu na espera, que verá o tempo para fazer, será a melhor direção dos nossos pensamentos, que têm de confiar, no Eu que expressamos para controlar os pensamentos, que se tornam preocupações.

A certeza pode entrar no não gosto, que somos a sentir a desarrumação, como está o porquê, nas portas que não nos pertencem e que forçam a esperança, alcançando a vida que parecer o que é a presença do tempo.

Aconteça o que acontecer, nós somos…

O que sabemos como é, veste o conforto no escuro.

Porque vestimos transparências, perante as sombras?

Enquanto aguardamos a fronteira, no ter lugar nas dificuldades, que respondem ao que seguimos, pelo que fizemos, acerca do que será percorrer a compreensão, são os dias que fazem ascender as dúvidas, na viagem por um caminho.

Vestir os problemas que nos disseram onde estamos, de fazer o testemunho, que viu a presença chamada na conquista, renova o nosso ser, na presença que confia nas imperfeições.

O que pareça o bem a cantar, no tempo que começar nos objetivos, enfrenta o que não sabemos, onde pensamos ir buscar o compreender o amor, que refletirá o que é o mesmo, na bondade que alegra o que continua a sintonizar o despertar.

Porque vestimos o que não queremos?

A medida que é possível, nas circunstâncias que são o fruto do rosto que refletimos,

canta sem cessar as atitudes de quem possamos parecer, e não ser o que quer dizer o verdadeiro eu, na realidade, o mais longe possível.

Porque vestimos o que não queremos, só para mostrar aos outros, no parecer, que é a manifestação de não viver?

Desperdiçar a sabedoria, que trata o que não sabemos, na estrada que descreveu o voltar para trás, na direção que não veja o tempo que não demora, onde encontramos a história verdadeira que começou nos pensamentos que cuidam de nós, a desfrutar do termos que pensa o que ficar, a confiar o que se chama o que não tenhamos de voltar.

Vestir o entusiasmo que guarda a presença, que habita no que queremos, pensa em renovar o primeiro dia, no resto das nossas vidas, sobre o fazer ao nosso corpo, na vida que habita ao que possui uma luz.

A cortina do que somos, na razão para pensar o que ajuda os pensamentos, desfruta do que realmente veste a vida, no exaltar o testemunho que entende, o que prometemos ficar atentos, nas chaves que permanecem na videira, de todo o coração, a confiar onde permanecemos, e onde vamos, na força que dá o que vai acontecer.

Ninguém sabe ao certo o que vestir.

Os escudos não podem dar fruto. A nossa força permanece nos ramos, por não ser o medo que esteja nas expetativas, que acontecem a controlar o que podemos parecer.

Não temos o quê?

Só queremos vestir uma roupa....

O momento que seja não aguentarmos, protege o fundamental na diferença que fica no desejo.

A luz não espera no escudo.

publicado por antonioramalho às 10:58
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Sexta-feira, 5 de Abril de 2019

Perceber o que fazemos, pelo que não fazemos

O que se aproxima de uma vida de sonho, que acredita no passado que não foi,  é a decisão do que somos, em cada dia que passa por nós.

O diálogo interior, no percurso para se aproximar de uma tempestade, corre na resistência do que não sabemos começar, como regra que era percorrer a ausência, num ritmo que libertava o que não escolhemos acreditar.

Por nós próprios, num momento que fez a diferença, alguém acreditou nas suas capacidades, ultrapassando as barreiras que foram o corpo que revelou, o que deixámos para trás, por nos tornarmos indiferentes, ao que nos rodeia, nos resultados que chamam o que prometíamos escrever.

O medo não conseguia encontrar o que poderia solucionar, nos nossos problemas, que foram a verdade que diziam conhecer, o que afirmava a vida, na história por escrever.

Poderíamos acordar nas palavras, poderíamos ser a fonte, a responder a quem dissera não saber, poderíamos escrever a nova história no céu de inverno, mas o que dissemos ter feito, pensou o que disse ser demasiado tarde.

Como se caminhar fosse entregar o coração nas crenças limitadoras, como se o resultado estivesse no fim, inscrevemos o que seria realizar o que acrescentou aprendermos, aproximando a admiração na encruzilhada da vida.

O que entrou na ideia que não conseguíamos pensar, ganhou coragem ao que dissemos não fazer, fazendo.

O que fazer, em algum dia que se escreve, respondeu como prometera, ao que percorreu a questão, que se tornava ofegante na evidência, por concorrer no relevo sobre a sua vida, ao que chamava a atenção, depois de não querer  recomeçar, para ser feliz.

O que dissera não saber escrever, na sua vida, aproximou a escolha que os outros diziam, na crença que propusera assinar o que se tornou, o que conseguia fazer. Eram anos que se tornavam vidas, a ter passado de viver, na sua caminhada, que separava, a escolha de acreditar no sucesso da sua vida.

Tinham de andar quilómetros. E depois?

Tinham de saber escrever. E depois?

Tinha apenas o que dizer a si próprios, para começar. E começaram a caminhar na direção certa.

Saber escrever o que vivemos, realmente.

publicado por antonioramalho às 18:44
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